Esquinas

by Beto Caletti

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1.
Chegaste no estalo de um samba num breque do tambor chegaste com a lua mais branca tão livre e tão franca, mulher chegaste matando o desejo num beijo cheirando a capim chegaste na voz do realejo cantando pra mim Chegaste na hora da festa do sonho da vida chegaste pra ser colombina no meu carnaval chegaste na noite mais bela estrela sobre meu jardim chegaste de luz fantaseada dançando pra mim Chegaste ao som da cor da minha viola melodía no meu verso, pulso na minha canção Chegaste, flor, desabrochando setembro feito a linha do meu canto carregada de emoção Chegaste num verso do Chico na melodía do Tom chegaste num filme italiano do tempo do branco e preto no olhar fundo de Mastroiani no charme daquela ilusão chegaste nas ruas de olinda, na ponte de praga na praia da ilha do mel chegaste no cheiro do mato e nas cores do céu
2.
Tudo em você me seduz teu sorriso vai além Toda emoção se traduz no teu anjo Tudo se enche de luz brilha tua juba Tudo o que é fogo e reluz minha estrela Tua chama atravessa minha alma faz morada no meu corpo acendendo o desejo Tua seta clara como se a ilusão raiara vem ferir a minha pele, amor além de ti é saudade Tudo em você é mais azul nos teus olhos vejo o céu O teu olhar me conduz prà beira do mar O teu requebro possui o balanço da maré Afoxé e maracatú no teu corpo
3.
Foi num samba De gente bamba, oi, gente bamba Que te conheci, faceira Fazendo visagem, passando rasteira Que bom, que bom, que bom Foi num samba De gente bamba, oi, gente bamba Que te conheci, faceira Fazendo visagem, passando rasteira E desceste lá do morro Pra viver cá na cidade Deixando os companheiros quase Loucos de saudade Linda criança Tenho fé, tenho esperança Que, um dia, hás de voltar Direitinho ao seu lugar Foi num samba De gente bamba, oi, gente bamba Que te conheci, faceira Fazendo visagem, passando rasteira Quando rompe a batucada Fica a turma aborrecida O pandeiro não dá nada A barrica recolhida Tua companhia Faz falar a bateria Encantando o tamborim Vem pro samba, vai por mim
4.
Quando você, meu bem, vai dar o fora é o compasso de um samba quando chega ao fim como um silêncio morno que se deita depios do carnaval um pierrô calado, quieto e sem chapeu Quando você vai embora finda a graça longe do teu chamego o sonho se desfaz mãe da ilusão sem tua companhia a música parou pra te esperar Quando você voltar traz com você o calor volta no seu olhar a paz Volta logo que eu quero cheirar você quero beber de ti quando você voltar ginga um samba
5.
Quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você é tão bonita Você traz a coca-cola, eu tomo você bota a mesa, eu como eu como, eu como, eu como, eu como Você não tá entendendo quase nada do que eu digo eu quero é ir-me embora, eu quero dar o fora eu quero que você venha comigo... Eu me sento, eu como, eu fumo, eu não aguento você está tão curtida eu quero é tocar fogo neste apartamento você não acredita Traz meu café com suita, eu tomo bota a sobremesa, eu como eu como, eu como, eu como, eu como Você tem que saber que eu quero é correr mundo correr perigo eu quero é ir-me embora, eu quero dar o fora e quero que você venha comigo...
6.
Toda vez que a morena cai na dança no gingar do pandeiro feito mantra vibra o chão no repique do batuque e o menino sorrindo bate palma É a mão no tambor e é o pé no chão é congada e maxixe batendo no terreiro é angola na voz no tantã lembrando o passado do povo brasileiro tesão Quando o tom do violão é mais um pranto feito um samba canção desesperado chora a voz da saudade como um canto redimindo esse coração magoado É dor, desamor é desilusão é a tristeza falando através da melodía que é filha de toda paixão ecoando no ar pra tirar a melancolía de quem sofreu Toca um bolero, meu bem pra dizer que eu te quero que eu sonho contigo Passa uma banda na rua acordando-te cantando coisas de amor Ah, bem querer fecha os olhos e vê como é bom se perder na emoção de uma nova canção Quando o som dos metais acorde ao povo na explossão desse frevo alucinado trio eletrico sairá de novo espalhando a loucura e o pecado É sal, carnaval festa e prosição colombina no olhar do pierrô apaixonado é a gente formando cordão saudando a ilusão de um instante iluminado tufão
7.
Em cada fio em cada trama cada hitória cheia de mar espalha-se tua presença De cada grão cada semente brota a majestade da cor à sombra da tua floresta Olha o céu, finda a tarde olha o chão, olha a graça que faz nascer das tuas mãos a cadência do Rio Em cada corda cada acorde do piano acorda a canção filha do teu traço singelo Em cada chope cada festa cada sonho de carnaval habita a bossa do teu canto Ouve o mar, sente a chuva cair na roseira escuta como o vento traz o balanço do Rio Cada silêncio tem o som da tua melodia
8.
9.
Cuando a noite traz a lua céu acende o seu clarão brilha que começa a roda pro couro do pagode iluminar Festa vem de lá, da rua da viola vem o sal é no pé que mora o samba que nascéu lá, no barracão Pois é do olhar e do sorriso que veio a amizade daquele amor singelo que veio a paixão ciume virou briga que trouxe saudade para voltar mais perto do teu coração Toda a noite a gente dança dança até a manhã chegar logo o dia vem e é mais um dia mais um sonho de poesia esperando a noite voltar
10.
Triste é viver na solidão Na dor cruel de uma paixão Triste é saber que ninguém pode viver de ilusão Que nunca vai ser, nunca vai dar O sonhador tem que acordar Tua beleza é um avião, demais prum pobre coracão Que pára pra te ver passar Só pra me maltratar Triste é viver na solidão
11.
Cidade mãe da alvorada morada de qualquer sonho tu tens o dom da beleza e o jeito de trazer paz Me perco nas tuas ruas tuas esquinas, tuas pedras no espelho das tuas águas na lua de Gabriela Na praça da Santa Rita a tarde cai tão sem pressa urubu no céu imenso traçando seu vôo sereno lá no cais do porto se balança a esperança do saveiro Teu horizonte mistura palmeiras e igrejas verde mistério da serra sentinela da cidade no teu silêncio profundo se perde o grito do mar Oh dera e veja como surge o dia oh dera e veja como brilha a noite

credits

released May 1, 2005

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Featuring

Guido Martínez
Diego Alejandro
Osvaldo Belmonte
Alan Ballán
Sergio Polizzi
Sebastián Pruzak
Mario Fiocca
Carlos Nozzi

Arrangements & production: Beto Caletti

www.betocaletti.com ---- www.facebook.com/betocaletti

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about

Beto Caletti Buenos Aires, Argentina

Beto Caletti es un músico argentino dedicado a la canción latinoamericana, se presentó en escenarios de Argentina, Brasil, México, Canadá, España, Suiza, Uruguay, Inglaterra, Bélgica, Colombia, Italia, Cuba y Japón. Editó dos libros, ocho discos y un DVD con ediciones en Argentina, México y Japón. ... more

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